Que o brasileiro é mal educado às questões ambientais, já escrevi neste mesmo espaço em artigo anterior, mas é interessante sabermos que este desleixo todo vem dos exemplos dos adultos e das autoridades que infelizmente muitos se espelham como modelo de vida a ser seguido. Não podemos continuar passivos diante dessa atitude. É necessário sair desse marasmo e colocar em prática ações concretas que venham coibir de fato atitudes irresponsáveis que polua e degrade o meio em que vivemos.
No Brasil existe a Lei nº 9.433, de 1997, que estabeleceu a Política Nacional de Recursos Hídricos e o Sistema Nacional de Recursos Hídricos. Ha, também, uma Agência – a ANA – dedicada exclusivamente ao tema. Portanto, os recursos de gestão de águas são mal utilizados, pois há falhas na cobrança pelo uso de água e a reutilização da água por atividades industriais também mereceria maior atenção e incentivo por parte do governo federal. O Brasil possui 12% das reservas mundiais de água e cuida muito mal desse recurso, se não vejamos: 40% de toda água tratada se perde no caminho da captação até a torneira da sua casa, ou por gambiarras, furtos, deficiência na manutenção ou o que é ainda mais grave por má gestão nas empresas de abastecimento.
É ilusório pensarmos que há água em abundancia, segundo estima a Organizações Unidas – ONU o século passado foi marcado por mais de 500 conflitos internacionais em torno da água e mais de 20 desses conflitos acabaram em guerras, por isso vamos pegar carona neste evento que hoje se realiza aqui em Nova Olímpia e em tantos outros municípios, aproveitemos também o tema “Fraternidade e a Vida no Planeta” da Campanha da Fraternidade deste ano da Igreja Católica que há mais de 40 anos vem levando os cristãos à reflexão das questões sociais. É dever nosso, sensibilizamos a essas questões, de maneira a nos colocarmos à ação para de fato não permitir que a “criação gema em dores de parto” como nos alerta o lema da citada CF.
Ailton Santiago
Nenhum comentário:
Postar um comentário